Adam Smith além da “mão invisível”
Quando se fala em Adam Smith, quase sempre o foco recai sobre A riqueza das nações e a ideia da “mão invisível”. O que costuma ficar à margem é que essa…
Ler ensaioDoutorando em Filosofia pela UFRJ, professor e coordenador acadêmico na FGV e engenheiro no BNDES. Pesquisa ceticismo, Montaigne, julgamento, experiência e ação sob incerteza.
Ensaios e reflexões sobre ceticismo, filosofia prática, julgamento, incerteza, educação, trabalho, música e vida pública.
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Ricardo RazukProfessor · pesquisador · engenheiro
Quando se fala em Adam Smith, quase sempre o foco recai sobre A riqueza das nações e a ideia da “mão invisível”. O que costuma ficar à margem é que essa…
Essa diferença muda tudo. O ceticismo filosófico não pretende suprimir a experiência, mas expandir suas possibilidades, multiplicando as maneiras de vê-la. Não se trata de recusar o mundo, mas de se…
No Zhuangzi, Confúcio observa as violentas cataratas de Lü-Leang e vê um homem desaparecer entre os redemoinhos. Convencido de que ninguém sobreviveria à correnteza, pede a seus discípulos que tentem socorrê-lo.…
Quando uma obra nos atravessa, é comum querer alcançar a vida de quem a escreveu. No caso de Shakespeare, as lacunas biográficas abrem um campo amplo para a imaginação. Essa busca…
Em “Tocando em Frente”, de Almir Sater e Renato Teixeira, há uma forma de sabedoria que não pede aplauso nem sistema. A breve imagem de andar devagar depois de já ter…
Nas empresas, há uma pressão enorme para decidir rápido, transmitir segurança absoluta e “não vacilar”. Só que, muitas vezes, decidimos rápido demais para parecer fortes — e não porque entendemos o…

Em defesa de um ceticismo moderno que recusa certeza dogmática e niilismo: uma filosofia de dúvida, escuta, pluralidade e delicadeza diante do real.

Uma reflexão cética sobre viver sem a obrigação de ter sempre razão e reencontrar, na incerteza, espaço para dúvida, escuta e experiência.

Montaigne compara o poder silencioso dos hábitos à bebida de Circe: costumes podem transformar nossa natureza sem que percebamos sua força.

A humildade socrática do não-saber como resistência à manipulação retórica, ao dogmatismo e à captura da vida pública por certezas interessadas.
© 2026 Ricardo Razuk. Critérios editoriais