Entre diferentes formas de pensar e agir.
Engenharia, finanças, gestão, educação e filosofia fazem parte de um mesmo percurso: compreender problemas complexos, formar julgamento e decidir quando a realidade não oferece garantias completas.

Professor, pesquisador, engenheiro e coordenador acadêmico.
Uma trajetória que não cabe em uma única disciplina.
Minha formação e minha atuação profissional atravessam campos que frequentemente são tratados de maneira separada. Ao longo do percurso, engenharia, finanças, gestão, educação e filosofia passaram a funcionar menos como compartimentos e mais como perspectivas diferentes sobre problemas semelhantes.
Em ambientes técnicos, acadêmicos e institucionais, uma mesma exigência reaparece: distinguir aquilo que pode ser calculado daquilo que exige julgamento; reconhecer limites sem abandonar a ação; e revisar decisões quando a experiência modifica o problema.
Campos diferentes, questões que se reencontram.
Os movimentos abaixo não são etapas encerradas. Eles se sobrepõem e continuam dialogando entre si no trabalho atual.
Engenharia e estruturação de problemas
A formação em Engenharia de Produção pela UFRJ estabeleceu uma primeira disciplina de pensamento: decompor problemas, trabalhar com restrições, dados e modelos e reconhecer que decisões técnicas também envolvem escolhas de critério.
Energia, finanças e gestão
A experiência profissional, inclusive na Petrobras, aproximou engenharia, energia, grandes projetos, finanças e gestão em ambientes de elevada complexidade. A formação no COPPEAD/UFRJ e na Universidade do Porto aprofundou essa dimensão.
Educação e formação de julgamento
Na Fundação Getulio Vargas, coordenação acadêmica e docência em programas de pós-graduação e formação executiva transformaram ensino em uma frente permanente de trabalho: formar capacidade de julgamento, não apenas transmitir conteúdo.
Filosofia e pesquisa
O mestrado em Filosofia pela PUC-Rio e o doutorado em andamento na UFRJ trouxeram para o centro questões sobre ceticismo, Montaigne, dúvida, inquietude, experiência, julgamento e ação. Os períodos acadêmicos em Paris e Montpellier ampliaram esse percurso.
Desenvolvimento, clima e reparação
No BNDES, a atuação em temas ligados a eventos climáticos extremos e ao Fundo Rio Doce reúne novamente análise, coordenação, finanças, desenvolvimento e decisão sob condições de incerteza e impacto de longo prazo.
Dois contextos, a mesma exigência de responsabilidade.
Três tradições de formação.
A interdisciplinaridade aqui não é uma etiqueta. Ela resulta de formações distintas que continuam informando o modo como leio problemas e construo perguntas.
Estrutura, sistemas e decisão
Engenharia de Produção pela UFRJ e mestrado em Engenharia e Gestão Industrial pela Universidade do Porto.
Organizações, capital e desenvolvimento
Mestrado em Administração e especialização em Economia e Gestão da Energia pelo COPPEAD/UFRJ.
Experiência, julgamento e ação
Mestrado em Filosofia pela PUC-Rio e doutorado em Filosofia em andamento na UFRJ, com cotutelas acadêmicas na Université Paul-Valéry Montpellier 3 e na Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne.
Não eliminar a incerteza, mas aprender a trabalhar com ela.
Ao olhar retrospectivamente, o que conecta esses campos não é uma disciplina específica, mas um conjunto de problemas: como interpretar situações complexas, como formar julgamento, como decidir diante de informação incompleta e como manter abertura à revisão sem transformar dúvida em paralisia.
Essa é a unidade que hoje aproxima minha pesquisa filosófica, a atuação profissional e o trabalho em educação.
Conheça as frentes em que essa trajetória se desdobra hoje.
Pesquisa, educação e atuação profissional são caminhos diferentes de uma mesma preocupação com julgamento, decisão e experiência.