Ensinar é formar julgamento.
Minha atuação em educação parte de uma ideia simples: conhecimento importa, mas não basta. Ensinar também é criar condições para que alguém aprenda a formular problemas, relacionar saberes e decidir quando as respostas não vêm prontas.
É usar teoria, casos, dados, modelos e tecnologia para tornar o julgamento mais consciente de seus próprios pressupostos, limites e consequências.
Conteúdo é matéria-prima. Julgamento é o trabalho.
Na formação executiva, teoria e prática não funcionam como polos opostos. Um bom modelo ajuda a organizar a realidade; um bom caso mostra onde o modelo encontra resistência; uma boa pergunta revela pressupostos que poderiam passar despercebidos.
Finanças, investimentos, sustentabilidade, economia comportamental e tecnologia tornam-se, assim, diferentes contextos para exercitar uma mesma capacidade: pensar e agir com rigor diante de problemas incompletos, interesses em tensão e consequências incertas.
Quatro princípios de trabalho em sala.
A metodologia muda conforme a disciplina, mas alguns princípios permanecem: começar pelo problema, confrontar teoria e experiência, explicitar incerteza e usar tecnologia sem terceirizar o pensamento.
Problemas antes de respostas
Partir de situações concretas e perguntas relevantes antes de apresentar modelos ou ferramentas.
Teoria & aplicação
Conectar conceitos a casos, decisões, dados, modelos financeiros e situações profissionais reais.
Julgamento & incerteza
Examinar não apenas a resposta, mas os pressupostos, limites e consequências de cada decisão.
Tecnologia & IA
Usar modelagem, simulações e inteligência artificial como instrumentos de investigação — não como substitutos do julgamento.
Quatro tensões que uma educação precisa sustentar.
Formar julgamento não significa eliminar ambiguidades. Significa aprender a trabalhar nelas sem trocar complexidade por fórmulas, proteção por isolamento ou método por obediência.
Saber mais não garante decidir melhor.
Informação e repertório importam, mas formação também exige comparar razões, reconhecer limites e assumir responsabilidade pela conclusão.
Formar sem brutalizar — proteger sem esterilizar.
Há experiências que exigem cuidado e há dificuldades que precisam ser atravessadas. A educação trabalha precisamente nessa fronteira.
Nem toda rapidez é competência.
Ambientes digitais premiam resposta imediata. Aprender também requer demora suficiente para ler, rever, perguntar e suportar o que ainda não está claro.
Modelos organizam; a experiência resiste.
Um método oferece estrutura, não imunidade contra surpresa. Casos, contextos e pessoas lembram que nenhuma ferramenta esgota a situação.
Programas em que essa concepção ganha forma.
Na FGV, coordeno e leciono em programas que lidam diretamente com decisão, risco, investimento, comportamento e transformação econômica.
Finanças de Impacto & ESG
Finanças, sustentabilidade, impacto, mensuração e decisões de investimento em contextos de transformação econômica, social e ambiental.
Private Equity, Venture Capital & Startups
Avaliação, investimento, empreendedorismo, inovação e decisões sob elevado grau de incerteza.
Economia Comportamental
Julgamento, decisão, vieses, comportamento econômico e aplicações em organizações, mercados e políticas públicas.
Áreas diferentes, problemas conectados.
Os conteúdos mudam, mas os problemas de decisão, risco, interpretação e responsabilidade atravessam essas áreas.
Oito textos sobre formação, atenção e responsabilidade.
O percurso amplia a educação para além da sala de aula: infância, liderança, carreira, sofrimento, tecnologia e dignidade também são problemas de formação.
Educar é formar uma cabeça bem-feita
Montaigne, julgamento e a diferença entre acumular conteúdo e aprender a responder pelo mundo.
Desafio, sensibilidade e formação
O que ensinamos quando protegemos demais — ou quando confundimos exigência com dureza.
A arte de sustentar desafios sem brutalizar
Educar e liderar como exercício de discernimento entre cuidado, exigência e formação.
Infância, atenção e telas
Por que formar hábitos de atenção exige mais do que simplesmente contar minutos de uso.
Responder rápido não é liderar
Pausa, atenção e responsabilidade como parte do trabalho de decidir e orientar outras pessoas.
Dignidade além da performance
Desempenho e reconhecimento não podem se tornar a medida total do valor de uma pessoa.
Luto infantil: acompanhar sem apressar o sentido
Formação também aparece na maneira como adultos acompanham experiências que não admitem solução rápida.
Olhe o filme, não só a foto
Curiosidade, flexibilidade e tempo longo na formação de uma carreira e de uma identidade profissional.
Do conteúdo à experimentação.
O site também funciona como extensão da sala de aula. A área Professor reúne atividades, simuladores e laboratórios desenvolvidos para cursos e workshops, permitindo que conceitos sejam testados em situações concretas.
O objetivo não é gamificar por gamificar, mas criar experiências nas quais o estudante precise interpretar dados, tomar posição e justificar escolhas.
Ensinar para situações em que a resposta não cabe numa fórmula.
Para programas, aulas, workshops, palestras e projetos de formação, a página de contato reúne o caminho mais direto.
Formação rzk
Cursos e laboratórios para decisões reais.
Explore formações autorais em autonomia digital, orientação profissional, finanças, impacto e liderança. Meu Lugar Digital e E Agora? — Laboratório de Futuro já estão disponíveis como experiências interativas.