Referência importa
Resultados são avaliados em relação a pontos de referência, expectativas e trajetórias — não apenas por níveis absolutos.
Decisões reais dependem de atenção, memória, referência, emoção, incentivos e contexto. A disciplina usa evidência experimental para entender quando julgamentos se desviam dos modelos normativos — e o que fazer com essa diferença.
O ponto de partida não é rejeitar a racionalidade, mas comparar previsões normativas com decisões observadas. Quando há distância entre elas, perguntamos quais mecanismos psicológicos, sociais e institucionais explicam o padrão.
Resultados são avaliados em relação a pontos de referência, expectativas e trajetórias — não apenas por níveis absolutos.
Riscos raros, ambiguidade e saliência alteram decisões de maneiras que modelos lineares nem sempre capturam.
Framing, defaults, ordem, atenção e comparação podem mudar decisões mesmo quando o conjunto objetivo de opções parece o mesmo.
Conhecer um viés não basta. Melhorar decisão exige feedback, processos, incentivos e ambientes que tornem erros menos prováveis ou menos custosos.
O percurso vai do julgamento individual às aplicações em mercados e organizações, sempre distinguindo descrição, explicação e prescrição.
Disponibilidade, representatividade, ancoragem, excesso de confiança e os mecanismos que economizam esforço — às vezes com custo previsível.
Framing, aversão à perda, sensibilidade decrescente, ponderação de probabilidades e os limites da utilidade esperada descritiva.
Desconto, presente, compromisso, procrastinação e por que intenções de longo prazo podem perder para incentivos imediatos.
Cooperação, justiça, identidade, confiança e como decisões econômicas mudam quando outras pessoas entram explicitamente na função de escolha.
Investimento, previsão, consumo, gestão, nudges, processos de decisão e desenho institucional com atenção a efeitos e limites éticos.
O laboratório comportamental deve produzir evidência, não apenas entretenimento. A mesma escolha é comparada sob variações controladas de referência, informação, ordem e incentivo.
Comparar respostas entre grupos expostos a âncoras diferentes e discutir mecanismo, tamanho do efeito e possibilidade de correção.
Reformular um mesmo problema para testar mudança de preferência e separar equivalência econômica de equivalência psicológica.
Intervalos de confiança, probabilidades subjetivas e feedback para distinguir confiança, precisão e informação disponível.
Escolhas intertemporais para observar consistência, preferência pelo presente e valor de mecanismos de compromisso.
A aplicação exige passar do rótulo do viés para um mecanismo testável: qual comportamento mudou, em qual contexto e com qual consequência econômica?
Overreaction, underreaction, disposição, atenção, extrapolação e decisões de alocação sob narrativas concorrentes.
Abrir disciplina →Planejamento, metas, escalada de compromisso, previsões, reuniões e desenho de processos que reduzam erros evitáveis.
Casos e atividades · em preparaçãoComo vieses, modelos e inteligência artificial interagem quando precisamos julgar sem terceirizar responsabilidade.
Abrir disciplina →Observar. Descrever a decisão antes de rotulá-la como racional, irracional ou enviesada.
Comparar. Confrontar comportamento observado com um benchmark normativo explícito.
Testar. Variar uma hipótese por vez, medir efeito e evitar explicações retrospectivas que servem para qualquer resultado.
Redesenhar. Alterar processo, ambiente ou incentivo e avaliar se a decisão melhora sem criar custos ou manipulações maiores.
© 2026 Ricardo Razuk. Critérios editoriais